18 de jun de 2015

ALUÍSIO DE AZEVEDO – Vida & Obra



– PEDRO LUSO DE CARVALHO                

ALUÍSIO DE AZEVEDO (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo) nasceu em São Luís do Maranhão, a 14 de abril de 1857, filho de uma mulher que havia abandonado o marido, um comerciante português, para viver com o vice-cônsul de Portugal. Dessa união (concubinato), teve cinco filhos.
Na casa de sua família havia uma atmosfera intelectual, que despertou em Aluísio o pendor para o desenho e a pintura.
Na mesma casa comercial onde trabalhou, em São Luís, estudou as primeiras letras. Deixou sua cidade natal para morar no Rio de Janeiro, onde seu irmão mais velho, Artur de Azevedo, comediógrafo e jornalista, fazia grande sucesso. Nessa época, estava com 17 anos de idade, passou a estudar pintura, na Escola de Belas Artes.
No Rio, onde passou a residir, Aluísio de Azevedo começou a trabalhar na imprensa como caricaturista. Trabalhou em O Fígaro, O Mequetrefe e em A Semana Ilustrada.
Aluísio retorna a São Luís, onde escreve, em 1881, O Mulato, o primeiro romance do escritor, que obteve grande êxito. Em O mulato, o escritor denuncia a corrupção do clero e o preconceito racial, o que foi motivo para grande irritação da burguesia maranhense.  
De volta ao Rio, publica diversas obras e colabora em jornais e revistas. Depois de algum tempo, presta concurso público para cônsul; aprovado, serve em Vigo, Nápoles, Tóquio, e depois em Buenos Aires, onde falece.
Aluísio de Azevedo é a figura principal do naturalismo no Brasil. Notável observador de costumes e ambientes da sociedade do Segundo Reinado tinha no folhetim de imprensa o meio de publicação de sua obra, o que prejudicava edições mais eficientes de sua abundante produção.
Deixou, porém, três ou quatro obras que lhe asseguraram importante lugar no romance brasileiro. Na obra de Aluísio de Azevedo há uma significação histórica em paralelo com a significação literária. Por todos os méritos, foi eleito para assumir uma cadeira na  Academia Brasileira de Letras.
Depois que Aluísio de Azevedo assumiu o cargo de cônsul, surpreendentemente, abandonou a literatura; os motivos, que o levaram a tomar essa decisão, nunca ficaram esclarecidos.
Aluísio de Azevedo servia em Buenos Aires, onde servia como cônsul, e vivia conjugalmente com uma senhora argentina e os dois filhos desta. O escritor morreu, na capital portenha, em 21 de janeiro de 1913, aos 57 anos de idade, incompletos.
Suas principais obras: Uma lágrima de mulher (1879), O mulato (1881), Casa de pensão (1884), O homem (1887), O coruja (1889), O cortiço (1890), O esqueleto (1890), Demônios (1893), Livro de uma sogra (1895).



REFERÊNCIAS:
LINS, Álvaro; HOLLANDA, Aurélio Buarque de. Antologia da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, vol. II, 1966.
GONZAGA, Sergius. Curso de Literatura Brasileira. Porto Alegre: Editora Leitura XXI, 2004.

    
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