12 de out de 2008

SERGIO FARACO – O Pão e a Esfinge & Outros

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                por Pedro Luso de Carvalho


        Como vem acontecendo ao longo dos anos, sempre que Sergio Faraco lança um novo livro envia-me convite para comparecer a seu lançamento. Desta vez, o convite foi para o lançamento, no dia 07 de outubro de 2008, às 19h, na Saraiva MegaStore do Moinhos Shopping, de três livros publicados pela L&PM Editores.

        Nesse dia, Faraco autografou seu novo livro de crônicas O Pão e a Esfinge seguido de Quintana e Eu e as novas edições ampliadas e ilustradas dos livros de conto Noite de matar um homem e Doce Paraíso. E lá estávamos, minha mulher Taís e eu para receber os autógrafos do escritor, com quem aparecemos na fotografia. Nos despedimos do Faraco por volta das 22 horas, e a fila para os autógrafos ainda era grande.

        Como ainda não tive tempo para ler o livro de crônicas O Pão e a Esfinge seguido de Quintana e Eu, limito-me a transcrever alguns trechos da apresentação da obra: “Este livro é dois em um. Na primeira parte, Sergio Faraco nos brinda com crônicas que, tratando de assuntos variados – como os pré-requisitos do ofício de ficcionista, a possível existência de vida em outros planetas, a invenção do motor de combustão interna a crença em mentiras e alguns dos beijos mais famosos do cinema -, têm em comum a engenhosa abordagem de momentos de superação humana. Episódios que representam um rompimento com a fronteira do possível, do esperável, para o bem ou para o mal”.

        Ainda, a apresentação de O Pão e a Esfinge seguido de Quintana e Eu: “Já a segunda parte do livro é dedicada a uma relação de terna camaradagem: aquela temperada ao longo de décadas entre o autor e o poeta Mário Quintana. São textos que relatam casos memoráveis pelo inusitado, pelo comovente, pelo irônico, além de cartas trocadas entre os dois escritores”. Ainda, sobre os dois livros em um: “Imbuídos do mesmo tipo de linguagem enxuta e do mesmo humor – a um só tempo franco e corrosivo – que fizeram a fama do contista, esses textos deliciarão a todos que tenham predileção por pousar o olhar nas pequenas sutileza e ironias da existência”.

        No outro livro de Sergio Faraco, Noite de matar um homem, estão reunidos 16 dos seus melhores contos. Publicado primeiramente em 1986, com 12 contos, entre eles os célebres Travessia, Hombre e Noite de matar um homem, o volume é agora acrescido de quatro novas narrativas, A sagração da noite escura, Aventura na sombra, Velhos e O céu não é tão longe. As ilustrações são de Eduardo Oliveira (prêmio Award of Excellence da Society of Newspaper Design, em 2007).

        Vejamos o que disse Almeida Fischer, do jornal O Estado de São Paulo, em 1988, sobre o contista: “Os contos de Sergio Faraco, bem escritos sempre, tocam fundo os problemas do ser humano, suas angústias, frustrações e carências. São contos que chegam a doer na sensibilidade do leitor, tão grande é a força que imprimiu aos seus mergulhos nas profundidades mais escuras da solidão e do desvalimento humano”.

        Por fim, a terceira obra autografada por Sergio Faraco, Doce Paraíso, livro de contos reunidos, nos quais o escritor conta histórias que se passam com jovens que se inter-relacionam, sem excluir adultos e crianças, que, de uma forma ou outra, fazem parte de seu mundo. A edição ampliada de Doce Paraíso - livro juvenil para todas as idades, tem ilustrações de Gilmar Fraga (editor adjunto de Arte do jornal Zero Hora e premiado em salões de desenho do Brasil e do exterior).

        Quando o livro Doce Paraíso foi lançado (1ª ed.) Paulo Hecker Filho escreveu no Caderno Cultural da Imprensa Oficial, em 1998: “Paraísos são perigosos. Deles sempre acabam nos expulsando. Mas a infância que Sérgio Faraco recria (...), sem ser menos real, e portanto instável como os paraísos possíveis ou a vida, é de fato doce, o autor não se enganou. Doce pela adulta aceitação do sexo e da existência como se propõem. Doce pela adulta arte de contar, sucinta e emotiva”.

        Não tenho dúvida de que esse lançamento da L&PM Editores, que se esmerou na feitura dessas obras, deixando-as à altura do nome consagrado de Sergio Faraco, será muito bem recebido pelos leitores brasileiros, e possivelmente por leitores de outros países, como, aliás, vem ocorrendo com outros livros do escritor gaúcho.



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