7 de jul de 2009

PETER WEIR - Sociedade dos Poetas Mortos



por Pedro Luso de Carvalho


O filme Dead Poets Society, dirigido por Peter Weir (o mesmo diretor de A Testemunha), foi lançado nos Estados Unidos no ano de 1989, e não tardou a chegar às telas brasileiras com a correta tradução de Sociedade dos Poetas Mortos. O filme recebeu o Oscar de melhor roteiro original; o roteirista Tom Schulman foi o responsável pela merecida premiação. O ator principal do filme, Robin Williams, representa um professor distante dos padrões da época e da escola; ele é o responsável pelas aulas de literatura inglesa.


A história se passa na Nova Inglaterra, que recebe alunos em regime de internato, no fim dos anos 50. A atuação desse professor é diferenciada de seus colegas, fato que preocupa a diretoria da Escola, que se mostra ressentida com a sua maneira anticonvencional de ministrar as suas aulas, insistindo que seus alunos aprendam a pensar por conta própria; que aprendam a discutir poesia e “aproveitar cada dia ao máximo” - em latim, Carpe Diem.


Li numa revista, na época em que o filme foi lançado, não me lembro qual era, que a história desse professor foi inspirada em Jean-Paul Sartre; não sei se é verdade, mas o certo é que sempre que vejo o filme (Dead Poets Society), como o fiz ontem – muito distante, portanto, do ano de seu lançamento –, me vem à mente a figura de Sartre; da mesma forma que volto a pensar na sua mensagem (do filme), transmitida por esse professor idealista, que ensina seus alunos a pensar por conta própria e aproveitar cada dia ao máximo (Carpe Diem). Por isso, acho que sempre vale a pena rever esse filme para não esquecer a sua mensagem.