23/11/2009

NAQUELA NOITE NO BAR / PEDRO LUSO




            NAQUELA NOITE NO BAR              
                         
                                   por Pedro Luso de Carvalho




Luz difusa
sobre a mesa do bar.
Em torno
do copo vazio,
estranhas figuras
avivam
lembranças.



Silhuetas de
casais - sussurros
no escuro
do bar.
Fugazes encontros
eternizam prazer
e mágoas.



Ondulam sombras
nas paredes
do bar  -
e ouço a música 
sincopada
de Jobim.





25 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Olá, Pedro Luso. Gostei.
A mesa vazia - cheia de lembranças.
É bem verdade isso: vivemos de lembranças.
Mas o seu poema, simples, é bem evocativo. Bem próprio para o tema. Fica até projetado um vazio - como se fosse além das intenções do poema.
Um grande abraço.

Efigênia Coutinho disse...

TEUS VERSOS LIDOS AQUI HOJE, ME DEIXARAM EMBRIAGADA, POIS É PURA POESIA, ADOREI,

Eu não esqueci um só de todos os meus amigos aqui, e hoje retorno, depois de muito trabalho com o nosso Site, com os 1000 Sonetos, agora poderei estar ao lado de todos , matando as saudades, que se fazem presente ao presente momento,
tem,
NATAL,
para todos os amigos, lá na minha casinha,
com carinho, Efigênia

CESAR CRUZ disse...

Poema simples. O José Carlos falou bem: simples.

Acho que o segredo dos poemas do Pedro é a simplicidade. Deixam um vazio para que o preenchamos de ideias nossas; é a imaginação de quem lê atuando e "vendo" a cena, o momento, sentindo a emoção que só a poesia singela traz.

Gostei, Pedro!

Abraço

CESAR CRUZ disse...

Poemas incríveis, Pedro. Obrigado pela aula!

abraços de novo!

Cristiane Galvão disse...

Olá!!!

Muito prazer!! Obrigada por seguir meu blog! O seu é maravilhoso!!! Adoro poesia!

Um ótimo final de semana e seja muito bem-vindo ao Palavras ao Vento.

Cristiane Galvão.
http://crispalavras2009.blogspot.com

Sonia Schmorantz disse...

Passando para por a leitura em dia!
Um abraço, ótimo final de semana

direitinho disse...

Boa Tarde Pedro
Agradeço a visita e o comentário.
Quando me abrem uma porta entro e como deves calcular a minha curiosidade é ver os trabalhos postados. Depois de ler, voltar a ler até que entenda o sabor posto no poema ou num qualquer texto.
Gostei de vir aqui e se me dá licensa voltarei pois já sou teu seguidor.
Tens garra e arte e isso é bom.
Eu apenas alinhavo umas quantas frazes que saiem disparadas conforme os momentos.
Certamente não acreditas mas não sou frequentador de bares nem cafés. Gosto do espaço aberto.
Como se costuma dizer:
«ave do campo não quer capoeira»

Zé Carlos disse...

Um grande abraço Pedro.
Obrigado pela visita e parabéns pelo seu Blog, de classe !!!

Zé Carlos

Juliana Paez disse...

Olá Pedro,
Passei para elogiar o dono do comentário feito ao meu blog.
Este seu é maravilhoso e com certeza fará parte da minha lista de blogs a serem indicados.

Gostei muito de ter passado por aqui, pode ter certeza que voltarei.

Grande abraço,
Juliana Paez

Sônia Brandão disse...

Pedro, gosto dessa arte de tirar poesia do cotidiano, que você usou muito bem.

Abraços.

Sônia Silvino disse...

Olá, Pedro!
Vim conhecer o teu espaço e agradecer a tua participação no meu blog REFLEXÕES. Sou uma iniciante na arte de blogar. Estou escrevendo há, mais ou menos, 2 meses. Retribuindo a tua gentilez e por ter gostado dos teus textos, estarei te seguindo.
Quando puderes, conheça os meus outros blogs. Será uma honra para mim!
Abraços e ótimo domingo!
Sônia Silvino

Luísa disse...

Momentos de repouso agitado, num bar da cidade enquanto as luzes intensas aquecem as ruas e vielas do trajecto para casa.
Momentos...

Beijinho terno

tossan® disse...

Parece que este bar já vai fechar
E há sempre uma canção
Para contar
Aquela velha história
De um desejo
Que todas as canções
Têm pra contar (Tom)

Gostei muito do seu belo poema. Gosto muito do seu estilo. Abraço

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Pedro,

Lembram noites de boemia..., daquelas que fizeram os grandes poetas brilharem...

Parabéns por tão acolhedora poesia...

Beijos e obrigada pela visita,
Ana Lúcia.

Sandra Helena Queiróz Silva disse...

Agradeço sua visita e comentários,onde sinto-me privilegiada com suas palavras.Muito obrigada.Adorei seu blog,visitarei sempre.O que escreves é de uma inteligência misturada com requinte que aprecio e muito.Parabéns.Um abraço.

Canduxa disse...

Pedro,
Lembranças que fazem parte das nossas memórias, que nos levam a desejar viver o que ficou ainda por viver…
Um poema belo e simples, como gosto...Parabéns!
Obrigado pela sua visita e comentário.

Abraço

AFRICA EM POESIA disse...

PEdro
Linda poesia ...
Lindo espaçotambém vou voltar...
beij
GOSTAR


Gosto...
Gosto de ser...
Gosto de estar...
Gosto de viver...
Mas...
Sei que...
É muito difícil...
Ser...
Estar...
E...
Viver...
Mas...
Continuo a teimar...
Porque gosto... e então
Sinto...
Que sou...
Que estou...
E que vivo...
Porque...
Para conseguir...
É preciso... persistir...

LILI LARANJO

Pedrasnuas disse...

AGRADEÇO A SUA VISITA...AINDA BEM QUE FOI LER A MINHA POESIA DE APRENDIZ.EU VOU TENTAR PASSAR POR CÁ...PELO QUE VI É DO MEU INTERESSE LÊ-LO.

PARABÉNS PARA SI TAMBÉM!

Ricardo Calmon disse...

Poema lindo esse,me recordou Jacó do Bandolim,(publiquei em forma post) "Na Mesa do Bar,tá faltando ele"!
Honraria pura,te-lo como seguidor,Meu Bom Pedro Luso!

te abraço e referendo!

Viva Vida!

AnaMar (pseudónimo) disse...

Excelente descoberta, a deste espaço. Obrigada por se ter dado a conhecer.
Não fossem as letras que compõem tão belas palavras num poema assim, ainda é sustentado pela musica de Jobim. Que eu adoro.

Abraço

Sonia disse...

Simples, direto, bonito! Gostei.

Abraços.

suzy de carvalho disse...

ha tanta historia, tanta vida e tanta morte na mesa de um bar...
Gostei muito...

Mariza Matheus disse...

Gostei!

Qual o sentido da vida?

Nascemos e morremos.
Envelhecemos e adoecemos.
Realidade de mãos dadas com nossas frustrações.
Felicidade decifrada pela minoria.
Ou buscamos o inatingível?

Sábio daquele que se contenta com o presente.
Ignorante somos nós, que vivemos num futuro distante sem aproveitar o hoje.
Reclamações e desilusões.
Mas por que evitamos buscar soluções?
Medo? Ou hábito pelo comodismo?

Erramos, porém nem sempre aprendemos.
Acertamos após muitas frustrantes tentativas.
Mas que adianta um acerto sem valorizá-lo?
Estamos condicionados a olhar o negativo.
Rodeados de tragédias, somos “forçados” a aceitá-las.

Pensamentos incessantes invadem nosso inconsciente
Por que vivemos?
Que sentido tem a vida?
Será que vivemos para esperar a morte?
Ou simplesmente estamos diante de uma grande ilusão?

Famílias se formam por acaso.
Filhos vivem adaptados nesta sociedade doentia.
O que nos aguarda o futuro?
Só eles, jovens da geração atual, poderão nos responder.
Porém, regidos por esta sociedade patológica, formam-se distantes dos valores éticos.

Mas, infelizmente, estes serão nossos futuros líderes.
Mas não podemos generalizar.
Pois deve haver esperança em algum lugar!
Avise-me quando a encontrar...
Pois estou farta de esperar...






Acho que estou reflexiva hoje...rsrsrsrs
Abraços
Mariza :-)

Mariza Matheus disse...

Olá!

Entra neste poema aqui:

http://cuidandodasaude2009.blogspot.com/2009/11/ser-psiquiatra-ser-psiquiatra-e-entrar.html

Nesse link tem um poema que fiz sobre psiquiatria (minha área)

Abraço

Mariza :-)

Magdalena Salamanca disse...

Bravo!!! Gracias por tu comentario.